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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

De volta a ativa


    Resolvi repostar meus textos antigos, os primeiros por dois motivos. O primeiro é pra que eles não se percam no esquecimento como sempre acontece e segundo para que eu mesmo veja meu próprio desenvolvimento.
    Sei que esse blog anda meio parado nos últimos dois anos mas venho por meio desta republicação dizer que, como havia prometido antes, voltei a escrever a sério depois da copa (na verdade foi nos últimos dias) e comecei um novo velho projeto que é escrever meu primeiro livro. A história não é mais aquela velha do apocalipse zumbi (história que em breve, não muito em breve será recontada). Essa nova história que eu vou contar na forma de um livro surgiu de uma série de contos que tentava escrever. Série de contos que surgiu quando escrevi seu primeiro rascunho que foi postado aqui com o nome de "A Estrada Temperamental", ao ler este texto você pode pensar imaginar o que está por vir mas eu espero poder te surpreender meu caro leitor. E isto é tudo que direi por enquanto.


O Fantástico Mundo

O Nascimento


     Era um lugar branco e bem iluminado, com pessoas vestidas de branco por todos os lados e lá estava eu coberto de sangue e sem nenhuma memoria sobre como havia parado naquele lugar. Havia uma estranha sensação de sufoco, parecia que estava perdendo o pouco de consciência, até que uma das pessoas de branco me segurou pela perna e de alguma forma fez com que o sufoco parasse e junto com aquilo veio uma imensa dor e a estranha sensação de respirar oxigênio.
     Acabei descobrindo que aquilo era na verdade um lugar onde impedem a chegada de novos humanos neste mundo e que funcionava como uma espécie de recepção para esses seres apenas por fachada. E que eu era o único a chegar lá vivo nos últimos tempos e que aqueles que conduziram minha chegada mal tinham experiência em tratar com esse tipo de situação, pois eu era um dos poucos que chegara lá com vida. Pouco depois quando me dei conta eu já estava dentro de uma espécie de casulo transparente, com dois rostos bem familiares me olhando e logo perdi a consciência novamente. E durante seis anos não fui capaz de diferenciar a realidade dos sonhos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Fantástico Mundo! - O Galpão



O tempo começou a passar naquele lugar e eu aprendi o que eram horas, aprendi o que eram dias, aprendi o que eram semanas, e todos pareciam iguais.
Os dias eram longos e repletos de horas. No meio dos dias nós tínhamos um momento que saíamos todos da sala 13 e passávamos algum tempo num enorme local em que podíamos ver o céu, tão longe e magnífico. Por vezes perguntei àqueles que pereciam comandar o lugar, mas nenhum deles soubera me explicar exatamente o que era o céu. Cada um me vinha com uma resposta totalmente diferente o que me deixava apenas mais incerto.
Com o tempo, um dos outros pequenos acabou se tornando meu amigo. Havia algo de diferente em sua aparência apesar de todos parecerem ser da mesma especie, alguns poucos tinham algumas características um tanto diferente, algo que posteriormente também notei acontecer com os caninos, e assim era Habib.
Por vezes Habib me ajudou em determinadas missões em que invadíamos um enorme galpão que guardava um estoque quase que infinito de suprimentos. Havia suprimentos de todos os tipos, e após algum tempo alguns outros também se juntavam em nossas empreitadas em busca desses suprimentos e todas as vezes nós dividíamos tudo o que conseguíssemos igualmente.
O pátio era extenso e repleto de grandes e compridas estruturas escuras cobertas por milhares de pequenas e finas coisinhas verdes, essas estruturas que alguns chamavam de arvores. Ao longo do pátio bem em uma de suas extremidades havia o galpão. Esse galpão era dividido em duas partes. Numa delas haviam duas velhas senhoras que entregavam alguns desses suprimentos em troca de pequenos e brilhantes círculos que continham todos um rosto desenhado de um lado, e estranhos desenhos do outro.
Porém o verdadeiro tesouro estava na parte outra parte do galpão, era trancada por uma porta e somente uma das duas velhas senhoras que continha a chave, e elas revesavam a cada dia qual delas tomaria conta das chaves. As duas vestiam uma enorme saia na cor cinza e camisas de manga na cor branca. Na divisa entre a saia e a camisa, haviam algumas alças e numa delas ficava pendurado um jogo repleto de chaves brilhantes e prateadas, porém apenas uma delas era diferente, era a chave dourada que nos dava acesso ao galpão com uma inimaginável variedades de suprimentos, alguns daqueles suprimentos eram tão especiais e deliciosos que as duas velhas senhoras guardavam somente para si. Então para podermos ter acesso aquele maravilhoso deposito nos precisávamos de alguma forma pegar a chave dourada, entrar no galpão, pegar os suprimentos, sair e devolver a chave dourada sem que fossemos percebidos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Fantástico Mundo! - A Sala


Eu estava sentado numa cadeira e na minha frente uma pequena mesa grande o suficiente apenas para mim e a espera de que todos os outros se acomodassem em seus lugares de preferencia. Do meu lado esquerdo havia um rosto familiar, ele era um pouco gordinho e a sua frente estava ela mais uma vez, parecia que o todo o ar do mundo não era o suficiente para me manter consciente toda vez que eu olhava para ela.
Logo que todos se sentaram, uma mulher entrou na sala e se apresentou. Ela se chamava Maria e disse que estaria conosco durante um ano, e alguém la no fundo da sala perguntou o que era um ano e ela respondeu que logo saberíamos.
Depois ela pegou em uma mesa bem maior do que as outras que ficava na frente da sala no lado esquerdo, oposto a porta, um amontoado de finos objetos e algo redondo que estava cheio de pequenas varetas verdes. Ela colocou na mesa de cada um, um papel e uma dessas varetas que tinham uma pequena ponta cinza que deixavam uma marca também cinza no que encostavam.
Quando ela colocou na mesa de todos ela foi para a frente da sala e disse que havia deixado um lápis e um papel e que era para que cada um desenhasse algo que representasse o que sentiam ao estar lá e o que esperavam encontrar.
Eu não não conseguia pensar em nada além da bela imagem que sempre me vinha em mente dela que parecia ter sido a mais bela imagem que já havia visto desde que chegara a este mundo. Mas eu o fiz, desenhei o que esperava, o que vi naquele lugar. E assim foi o resto do dia, não tão diferente dos outros dois dias.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Fantástico Mundo! - A Porta


Mais uma vez eu me vi passando por mais uma especie de túnel, porem dessa vez era menor e bem mais curto e vazia um tipo de ligação entre duas das construções contudo nada havia acima ou aos lados além de uma extenso teto de concreto.
Quando alcancei aqueles que estavam a minha frente, notei que já havíamos dado a volta no lugar e agora estávamos do outro lado da enorme construção que antes era parede do lado esquerdo do primeiro túnel que ligava aquele lugar com o mundo exterior. No meu lado esquerdo estava esta construção e do lado direito, além de uma extensa grade havia um extenso e profundo buraco retangular e repleto de água.
Todos estavam de organizando em várias filas duplas, e cada fila dupla era separada por seres com características semelhantes, por seres do mesmo sexo. Eu fui para o final de uma fila e do meu lado esquerdo bem no inicio da fila ao lado eu pude ver ela mais uma vez, o que parecia ser a perfeição representada numa forma viva e bem ali na minha frente.
A fila começou a se movimentar e nos levara em direção a construção a esquerda. Havia uma longa escada cercada no lado de fora da construção que acompanhava seu exterior e terminava a alguns metros do chão, porem muito antes do seu topo. Ali no fim, estávamos num corredor bem longo e com dezenas de portas. A porta com o numero 13 era aquela a qual minha fila se dirigia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Fantástico Mundo! - Os Portões


A viagem demorou um pouco mas parecia que finalmente estava no meu destino. Parecia um lugar enorme me agradava do outro lado daqueles enormes portões que estavam do lado de fora da janela daquela coisa que eu não sabia o nome.
Uma mulher chamava todos na porta, e todos foram na direção dela sem hesitar. Eu não sabia o que fazer senão segui-los. E fui logo com todos e percebi que aquela bela e graciosa criatura que avistara anteriormente estava já distante e mim, ela já estava à frente de todos os outros naquele lugar, somente atras da mulher que nos chamara anteriormente.
Quando me dei conta já estávamos todos na frente dos gigantescos portões que lentamente se abriam. Do outro lado dos portões eu me encontrava dentro de uma especie de túnel gigante cujas paredes eram formadas por duas enormes construções interligadas por uma especie de ponte que podia ser vista do alto da metade do túnel.
No fim do túnel me deparei com uma outra paisagem completamente diferente da anterior. Era um enorme pátio a céu aberto repleto de canteiros recheados de plantas e arvores de todos os tamanhos que pude imaginar. Que lugar misterioso era aquele? Haviam pássaros voando por todo o lugar. E também pude ver outra parte da enorme construção que ficava do lado direito do túnel.
Janelas e mais janelas espalhadas por todo o lugar. O pátio era cercado por três grandes construções: uma que se estendia desde o inicio do túnel, no lado esquerdo; uma do lado direito; e a outra, menor, que contornava o resto do lugar formando algo parecido com uma letra 'L'.
Fiquei admirando o lugar que quando percebi todos já estavam a caminho da única passagem que havia entre as construções. E logo fui tentar alcança-los correndo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Fantástico Mundo! - Outra viagem?

     Uma claridade que chegava a fazer com que sentisse dor nos glóbulos oculares. Mas com o passar do tempo passei a me acostumar com a luz e comecei a enxergar o que havia dentro daquela nave azul.
Era um enorme corredor cercado de grandes bancos e em alguns dos bancos tinham outros que muito se pareciam comigo. Eles me olhavam fixamente sem dizer nada. Então fui andando pelo corredor e me alojei num dos bancos que estava vazio.
     Olhei para minha esquerda e foi quando a vi pela primeira vez. Era uma criatura graciosa com gestos finos e delicados que eu me perguntava se seria da mesma espécie ou grupo que eu pois visíveis diferenças pude reparar apenas por estar num raio próximo de sua existência.
     Foi quando ouvi um estrondo. Estávamos nos movendo, ou melhor, o mundo lá fora parecia se mover ao meu redor.
     Foi quando todos se levantaram de seus lugares exceto por aquela que eu tinha reparado a poucos momentos. E duas pessoas muito parecidas, exceto pela altura, vieram falar comigo. Eles diziam ser irmãos e se chamavam Leandro e Leonardo. Eu ri por alguns momentos e disse que o nome deles era um pouco familiar. Eles me perguntaram pelo meu nome. Foi quando me dei conta de que não me lembrava nem mesmo do meu nome. E foi o que disse a eles quando começaram a rir e perguntaram se era possível alguém esquecer o próprio nome.
     Foi quando me aparece o terceiro dizendo que já tinha ouvido falar nisso antes. Mas não sabia ao certo como se chamava ou como se revertia.
     Ele disse que se chamava Doug e que iria me ajudar a lembrar meu nome.
     Foi quando pude ouvir outro estrondo e reparei que tudo lá fora havia parado de se movimentar. Nós chegamos ao nosso destino. Mas o que havia lá eu não fazia ideia. Logo fui para a porta para ver o que me esperava.